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 História

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Dumbledore
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MensagemAssunto: História   Dom Set 30, 2012 9:14 pm


Capítulo 1 - Terror Azul

Gustaf Kamprad voltava após um dia de trabalho da mina, preso na sua cintura pequenas safiras. Estava feliz, poderia comprar uma vaca que daria um bom leite, o pequeno Ingvar não passaria fome naquele inverno. Iria primeiro agradecer à São Eskill, o santo homem de tudo além do norte do lago Vänern. Comeria um coxa de cordeiro, e comemoraria com sua esposa, a bela Inger. Quem sabe daqui uns dois dias, na véspera do Trettondedag jul, beber com os amigos na Cervejaria dos McGiuld e falar mal do regente Sten Sture, o velho.

A vida na pacata Ruvkegilli era dura e trabalhosa, porém era o lar de Gustaf e de vários bruxos.

Foi naquele dia de trabalho, na qual Gustaf ia para sua pequena casa, que o céu escureceu. Entre as nuvens de neve, pequenas manchas azuis. Logo depois, um grito de felicidade, era Inger com Ingvar no colo, ela ia na direção do marido feliz para contar as boas novas, o pequeno tinha dado seus primeiros passos naquela manhã. Mas, Gustaf nunca saberia disso. Uma das manchas azuis foi crescendo, revelando a identidade do ser, um enorme dragão focinho-curto. Num único rasante as patas pegaram a mulher e a criança. Naqueles dois segundos, na qual nem dera tempo para o bruxo pensar que magia usar, ele perdera sua família.

Naquela noite, a vila viveu um horror absoluto..

Era manhã, algumas casas ainda queimavam, senhoras choravam a perda de seus filhos, homens olhavam para o céu com as varinhas e espadas em punho, o medo era geral. No salão da Casa do Conselho, pessoas gritavam em desespero, exigiam soluções, aclamavam nomes dos falecidos. Eles estavam em guerra, seus inimigos, dragões famintos vindo do norte congelado. A situação não era tão desesperadora desde que expulsaram os duendes da vila.

Gustaf Kamprad estava num canto ouvindo apenas as gritarias, em suas mãos as safiras que prometiam dias felizes. Ele as deixou cair entre seus dedos...

***
Foram trinta os bruxos que se reuniram ao casal Henricus Didring e Lys Noskort naquele manhã de inverno de 19 de fevereiro de 1515. Estes trinte e dois bruxos tinham um objetivo em comum: construir uma universidade, para realizar um sonho. Com as varinhas apontadas para o chão, os primeiros tijolos começaram brotar e paredes se formarem.

Porém tal sonho começou com um desastre. Vindo do norte, um grupo de dragões da raça Focinho-Curto Sueco encontraram no ''Aterställa Dalgång'' (Vale da Cura), muito próximo a Ruvkegilli, sua moradia por volta de 1470. Ruvkegilli era uma pequena vila de bruxos que viviam dos minérios que encontravam nas montanhas, das fazendas na qual plantavam Bocas-de-guincho ou cuidavam de gados de boi e pufosos. No entanto, quando os dragões ali estabeleceram o vale como lar, a vila ficou ameaçada.

Os dragões começaram atacar as fazendas e vacas desapareciam diariamente. Os bruxos resolveram expulsar os dragões pessoalmente, porém isso enfureceu os animais que começaram a contra-atacar na vila. A situação fugiu do controle.

Foi necessário convocar os Apaziguadores que criaram uma divisão especial apenas para tratar do problema. A Quarta Tropa de Controle de Criaturas Mágicas tentou controlar a situação, mas os dragões eram inúmeros e violentos. A única medida inicial era expulsá-los do vale, porém esta mostrou-se uma tentativa inútil. Foi em um plano criado pelo Apaziguador Balin Brännström, que mostrou que a melhor solução seria então o oposto do que tentavam fazer até então e foi assim que criaram a Reserva Draconian em 1502.

Tudo parecia estar calmo em Ruvkegilli e assim permaneceu por sete anos. Até que misteriosos ataques começaram aterrorizar a vila. Foram quatro atos: primeiro todas as fontes de comida foram destruídas no inverno provocando fome nos bruxos e apenas pequenas conjurações evitaram que eles morressem de fome. Depois, um roubo iniciou uma pequena batalha entre duas famílias da vila. E por fim, o poço de água foi contaminado propagando uma doença, que transformava as vítimas em mortos-vivos.

Quarenta e sete mortos foram as vítimas destes três atos que, só após a contaminação, foi revelado terem sido provocados por um grupo que auto se intitulava de como “Os Quatro Cavaleiros”. Quando foi descoberta a base deles próximo do Lago de Gelo, um grupo de aldeões de Ruvkegilli e apaziguadores foram lá enfrentá-los.

E isso resultou a morte de mais dezenove pessoas, e deixou uma garota sem o pai, seu nome era Lys Noskort. Filha de um homem que tinha salvado a vida de um apaziguador, Henricus Didring. A dor uniu os dois. A origem da dor criou a ideia. A idéia foi o início da Noskort.

Capítulo 2 - Primeiros Anos

A idéia consistia se existisse um mal lá fora, bruxos das trevas ou dragões, era preciso saber enfrentá-los. Por isso deveria ter bruxos capazes, com conhecimento e experiência para poder resolverem os problemas do mundo. E para existir tais pessoas, as simples escolas de magia não seria suficientes. Por isso os recém-casados Henricus e Lys tiveram a ideia de criar uma universidade, um local de aprimoração, onde pudessem criar a elite bruxa.

Os Noskort tinham um enorme terreno próximo à Draconian, no entanto, era preciso construir um lugar que ao mesmo tempo fosse um local prazeroso de ensino e um local seguro para os jovens estudantes. Para isso, o casal viajou até Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang, onde aprenderam e conseguiram apoio de alguns professores e diretores.

Foram bruxos destes escolas e ainda Apaziguadores e membros do Ministério da Magia Sueca que se juntaram, reunindo o grupo dos trinta que ajudariam construir a Noskort. Um único prédio em formato da letra Pi maiúscula, significando a progressão, a multiplicações em ordem. Era a ideia original dos fundadores: aquele que ensina dez, fará com que estes dez ensinem 100 e assim progressivamente.

O prédio foi divido em três pavimentos: a vida, o social, o saber. Na vida seria onde moraria pupilos e mestres, no social seriam onde fariam suas refeições e se reuniriam, e o saber seriam as salas de aula. Com a estrutura pronta, começaram os estudos sobre que disciplinas ensinarem, quem seriam os professores e por fim selecionaram os melhores alunos das três escolas europeias para formarem a primeira turma.

As aulas começaram em julho de 1515, composto por uma grade impressionante de professores, entre eles o alquimista Cornelius Agrippa e o auror Daniel Dawlish. O ano letivo funcionou tão bem e fama propagou-se de tal forma que cada ano o número de integrantes em cada turma era cada vez maior.

Porém, com toda esta crescente fama começaram à ser impostas algumas regras, como: serem os melhores alunos das escolas, apenas homens, bruxos de sangue-puro e de origem de famílias nobres. Estas controversas escolhas começaram à colocar o casal Henricus e Lys em conflito.

Foi por causa disso que Lys criou a Sociedade das Esfinges, uma espécie de turma especial dentro da Noskort. Era a turma especial de Lys, na qual era formada apenas por mulheres. Dizem que neste momento o casamento dos fundadores estavam uma ruína. Surgiram até boatos de que Lys estava tendo um caso com um dos professores.

Enquanto isso, Henricus passava muito tempo em Draconian chegando à passar meses inteiros entre os dragões. Porém, sempre acompanhado com os conhecidos professores: Montague Knightley, Daphne Scrimgeour e Gunhilda de Gorsemoor, e mais um pequeno grupo de alunos. Foram os fundadores assim da Organização Draconian que duraria até os dias de hoje.

No inverno de 1588, Lys morre de velhice em sua própria cama e Henricus passa viver em Draconian onde ficaria até o final da sua vida. Logo após a morte da fundadora, o casal inglês Edward George Scrimgeour e Daphne Scrimgeour assumem a reitoria. Eles reformulam a Sociedade de Lys, para criação de duas fraternidades: a Enigmatic Sphinx Society e a Hunting Centaur Legion.

E assim, a Universidade Noskort começava ter o formato que conhecemos atualmente.

ADENDOS:
Trecho do Diário de Lys Noskort

"Eu lembro quando era criança e ficava olhando pela janela os flocos de neve. O inverno me trás lembranças felizes, o mundo era branco, o mundo era acolhedor, o fogo simplesmente simbolizava para mim, família. Todos juntos aquecendo-se e vendo as chamas dançarem.

Até aquele último inverno feliz. Mamãe estava fazendo como toda a manhã, raggmunkar. Eu ajudava ralando a batata, enquanto ela preparava a geléia para por em cima depois. Era valborg, e pai e meu irmão estavam lá fora construindo uma fogueira. Era um dia festivo, mas não terminaria assim.

Eles chegaram em bando com tochas na mão, homens de capuzes, gigantes com machados, dragões passaram voando. Eles berraram, mandaram a gente ficar dentro de casa. Meu pai apenas entrou e pegou uma espada, deu beijo em mim e na minha mãe. Eu lembro das palavras dele... “eu volto quando sol voltar”.

Nunca mais eu o vi, nunca mais vi meu irmão. Apenas duas semanas depois, o líder dos apaziguadores apareceu, e trouxe a varinha do meu pai. Contou como ele lutou com bravura, como ajudou expulsar os Macabros, mas não queria um herói de lendas, eu queria meu pai de volta.

O nome daquele apaziguador, o rosto dele, não era novo. Era o mesmo que me salvou dos dragões quando ainda era uma jovem inocente. Ele chamava Henricus Didring. E um dia seria meu marido."

Trabalhos de Amor Perdidos - Parte I

Chovia, a água escorria entre os rostos do casal apaixonado, Lys e Henricus se beijavam no meio do pátio, os lábios se conheciam, as mãos exploravam os corpos, o calor do contato lutava com o frio da água. A paixão transforma o senhor mais sábio e a dama mais refinada em adolescentes cheio de fogo, transpirando tesão. Cada beijo, cada contado com a língua, cada leve mordida, cada afago, cada abraço, cada arranhão, cada gemido, cada palavras ditas, os unia.. chovia, mas isso não importava.

Longe, mas não muito, através de uma janela embasada, Agrippa assistia tudo. O ciumes o corroía, fazia sua barriga doer, a inveja fazia suar frio, o ódio contraia os dedos da sua mão, o amor o fazia chorar. Ele amava Lys por completo, ele odiava Henricus com toda a força.

Ele virou-se, não podia mais assistir aquilo. Furioso socou a parede, derrubou o astrolábio, quebrou a luneta, chutou o baú, rasgou suas anotações, arremessou o tinteiro. O barulho atraiu a atenção de uma aluna. Ela entrou preocupada, e viu o professor, sentado numa cadeira chorando.

Ela nada disse, apenas aproximou-se dele, e tocou em seu ombro.

Agrippa olhou para cima. Viu à mesmos lábios rosados, os mesmos olhos verdes, os mesmo longos cabelos negros, a mão o tocou da mesma forma suave. Ele a agarrou, jogou na cama, ela tentou berrar, mas a boca de Agrippa selava os lábios dela. Ela se debateu, mas Agrippa era maior, o peso dele sobre ela, não a deixava lutar. As mãos começavam rasgar a roupa da garota.

Naquele momento, ele viu o pânico nos olhos dela. E ele parou. A garota levantou-se e saiu correndo pelos corredores de Noskort. Agrippa foi diante do espelho e ficou vendo si mesmo. Havia algo errado com ele.

Num andar acima, molhados, Henricus tirava o espatilho de Lys, enquanto a beijava. Os dedos da mulher se perdiam no cabelo do marido. Entre quatro paredes, o casal se amava, se unia, transformavam-se um só. Henricus respirava o perfume de Lys, sentia o gosto da sua pele, só tinha olhos para ela. Sentia-a por um todo. Mas, não ouvia cada palavra dela, cada gemido, cada sussurro. Principalmente, quando ela confundiu os nomes no ápice do prazer, e invés de falar o nome do marido, pediu para que Agrippa dissesse que amava.

Trabalhos de Amor Perdidos - Parte II

Voe alto, voe para longe, e abandone a dor. Lys deixava tudo para trás.

Agrippa olhava com um prazer sádico para as fagulhas que saiam da espada ser afiada. O ferreiro amolava a lâmina segundo as especificações do bruxo. Não era uma arma normal aquela, e nem poderia ser, o objetivo dela era matar o rival. Quando terminou, Agrippa pegou a espada e passou o dedo no fio da lâmina, o prazer da dor, o sangue escorreu pela mão. Colocou-a na bainha, e dirigiu-se de volta para a Universidade.

Desceu a escada secreta e entrou na Sala Xadrez. Nela trinta homens e mulheres o esperava. Formada por bruxos vindo de vários lugares do mundo, muitos deles alunos e professores de Noskort. Todos seguiam Agrippa, o Rei Negro.

Ele posicionou em seu lugar, e olhou que a Rainha Negra não estava ali. Melhor assim, pensou. Menos ela souber, mas fácil seria cumprir a tarefa. Depois do inicio ritualísticos, dois cavalos ajoelharam diante o Reio, um branco e um negro.

Eles eram assassinos formidáveis. O Cavalo da Rainha Branca era conhecido como Lambert Lestrange, um francês lascivo que sentia prazer ao tirar uma vida. A Cavalo do Rei negro era conhecida coma Talya Townsend, uma garota que seduzia cada vítima antes da morte.

Arregaçaram a manga do manto, e suas tatuagens brilharam para o Rei. A missão tinha sido passada, e seria simples, matar Henricus.

Os dois cavalos sairam da Sala Xadrez e subiram a escada secreta. E nem deram conta que voando em círculo no pátio interno, uma gaivota olhava para eles cruzarem os jardins de Noskort.

Trabalhos de Amor Perdidos - Explicações

O texto sobre os Trabalhos de Amor Perdidos é considerado uma lenda, e não existe confirmação, assim como a explicação dada:

Em 1523, Henricus e Lys já eram renomados reitores. Um dos professores, Heinrich Agrippa estava apaixonado por Lys. Mas os sentimentos estavam agitados naquela época, o professor atacou uma aluna em um momento de fúria. Enquanto Lys disse o nome de Agrippa enquanto fazia amor com seu marido.

Isso criou um conflito declarado entre Agrippa e Henricus. Tornaram-se inimigos mortais. Mas o reitor pouco fazia porque o professor tinha apoio de vários alunos e pais na universidade. Dizia que Agrippa tinha até uma pequena sociedade secreta.

Lys e Agrippa tiveram um filho, nesta relação proibida: Vipsanius Boentychers ( Construtores Generosos em saxão antigo). Para esconder a sua identidade ele cria este sobrenome, e ele foi criado aos sul da Suécia.

As conseqüências do conflito foram trágicas, dizem que nas margens do Lago de Gelo, em 1527. Os três envolveram numa briga. E a única que morreu foi Lys, por um feitiço pelo próprio Henricus. Agrippa ficou louco e sumiu. Henricus continuou na universidade, após um acordo com as veelas. Elas arranjaram uma sósia para Lys que viveu com ele até sua morte.
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